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Se você está se perguntando "O Azerbaijão faz vinho?", saiba que ele, assim como a vizinha Georgia, é um dos mais antigos produtores que se tem registro, com ao menos 4 milênios de tradição vitivinícola! Este pequeno país euroasiático está "espremido" entre o Már Cáspio e a Cordilheira do Cáucaso, fazendo fronteira com Geórgia, Armênia, Rússia e Irã. Desde sua independência, em 1991, tem direcionado esforços para a elaboração de vinhos de classe mundial, com investimentos em tecnologia e valorização de variedades autóctones. A Sheki é uma das vinícolas que mais se destaca nesse objetivo. Localizada no Vale de Alazani, próxima à fronteira com a Geórgia, nos contrafortes da Cordilheira do Cáucaso, a Sheki integra a região vitivinícola mais reconhecida do Azerbaijão, caracterizada por vinhedos de altitude inseridos em solos complexos, que combinam argila e calcário com componentes vulcânicos. Nesse contexto, a Madrasa destaca-se como a casta símbolo do país. Cultivada há séculos, é uma variedade tinta autóctone adaptada às condições locais, reconhecida por originar vinhos de coloração intensa, taninos firmes e sabores de frutas escuras e especiarias. Na taça ela comprova essa vocação com excelência, pois tanto no perfil aromático quando no palato, traz semelhanças com a Nebbiolo. Oferece uma gama ampla de frutas frescas, com destaque para a cereja, mas também entrega contornos defumados, junto a nuances de alcatrão, zimbro e alcaçuz. Na boca exibe ótima estrutura, tanino e acidez, o que o torna especialmente gastronômico. A fruta é precisa, tem complexidade e fim de boca persistente. Harmonização: ótimo para acompanhar carnes vermelhas sem muita gordura e grelhadas na brasa, especialmente um filé mignon alto e polvilhado com pimenta do reino, além de massas com molho demi-glace ou ainda queijos duros. Fez excelente casamento com pizza de Peperoni. Sugerimos degustar a 18°C em taças lisas, cristalinas e de porte maior, as do tipo Bordeaux.Um vinho de qualidade exemplar e com ótimo custo x benefício que está pronto para o consumo, mas pode ser degustado, ainda em seu ápice, até fins de 2030.