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Jancis Robinson definiu Bargylus como “o melhor vinho produzido no Mediterrâneo Oriental”. Este elogio de peso não é gratuito. Ao provar os dois rótulos deste produtor, ficamos encantados com ambos. São “vinhos da guerra”, como bem pontuou a Wine Spectator e é incrível constatar o nível de qualidade que eles conseguem atingir mesmo em uma situação tão adversa. O blend foi produzido sob a batuta do renomado enólogo francês Stéphane Derenoncourt, através de uvas colhidas no Monte Bargylus, situado na costa montanhosa de Jebel Al-Ansariye, um local onde a produção de vinho data da época do Império Romano. Os solos pedregosos e o clima continental com invernos rigorosos e verões intensos, dão origem a um vinho expressivo e peculiar. Sua maturação foi realizada por 12 meses em contato com as leveduras e o cuidado em sua elaboração contempla até mesmo uma rolha safrada. No aroma temos notas de maçã verde, pera, mamão papaya, pedra de isqueiro e um toque doce (que lembra mel ou açúcar queimado). Na boca mostra muita presença. Super encorpado e untuoso, revela sabores de pêssego maduro, lichia e um leve herbáceo, característico da Sauvignon Blanc, com final longo que traz nuances cítricas e minerais. Um branco longevo e memorável, de produção super limitada e que lembra muito alguns caros Borgonhas que chegam custar mais de 10x o seu preço. Com certeza, merece um espaço de destaque na sua adega. O vinho está pronto para o consumo, mas pode ser apreciado até fins de 2027. Belíssimo.